Como anda o seu LMS? – Parte 1

By 26 de novembro de 2013E-Learning

As primeiras implementações de LMS no Brasil datam de 1998. Já se foram uns bons 15 anos. Na época não existia Youtube, Facebook, o “natimorto” Second Life e pasmem o Google ainda engatinhava no seu primeiro ano de vida. Os smartphones e tablets existiam apenas nos filmes de ficção ou na mente dos visionários.

Atualmente é difícil imaginar a Internet sem esses equipamentos e serviços.

Mas nesse período, o que mudou nos LMSs?

Se na sua empresa você já tem um instalado há mais de 8 anos, faça um esforço e tente se lembrar do que efetivamente mudou.

Se sua opinião for “praticamente nada”, então você pode pular os parágrafos abaixo e ir direto para a seção O QUE FAZER? , caso contrário siga em frente.

Sintomas de um LMS cansado

  • Os colaboradores só acessam quando existe  “incentivo”  do gestor para fazer algum curso obrigatório.
  • Ele é “mobile ready” apenas por que não utiliza mais o Flash.  Entretanto  não faz uso efetivo das facilidades introduzidas pelos smartphones e tablets, tais como:  geolocation, realidade aumentada, cursos transmídia,”segunda tela” em sala de aula, pessoas conectadas o tempo todo, SMS, etc.
  • Ele é o mesmo para todos os usuários. Não importa se quem está acessando é o trainee ávido por conhecimento e rápida ascensão ou um gerente sênior em busca de atualização, o conteúdo e interface são sempre os mesmos.
  • O LMS é sinônimo de Lista de Cursos. 
  • Possui uma videoteca, mas a utilização de Vídeo é semelhante ao Youtube de 1995 e o LMS não permite interatividade tias como comentários, marcações, anotações etc.
  • Gamificação é apenas um ‘joguinho de perguntas e respostas’ com uma interface bonitinha.
  • Os cursos utilizam sempre a mesma metodologia “Enterativa” na qual os usuários só apertam a tecla Enter e não permitem modelos mais flexíveis,  tais como síncrono com webconferência, conduzidos por um instrutor, híbrido com presencial  etc.
  • As métricas de participação e resultados não são de fácil acesso e não permitem cruzamento de informações em um esquema similar ao de um “Business Inteligence”.
  • O LMS não contém informações relevantes e atualizadas e é apenas um LMcS (Lista dos Mesmos Cursos de Sempre).
  • Quando o colaborador acessa o sistema ele não responde às duas questões fundamentais de um colaborador:
    • “Como “e “o quê” devo fazer para me capacitar e “performar” melhor na função atual?
    • Quais as oportunidades de desenvolvimento e “como” e “o quê” posso fazer para alavancar minha carreira?
  • O LMS não faz a gestão de compliance, ou seja não gerencia cursos obrigatórios exigidos por lei, norma ou política da empresa, incluindo validade e obrigatoriedade de reciclagem.
  • O LMS é um ermitão dentro da área de T&D e não conversa com outras áreas, sistemas e projetos da empresa, tais como Intranet, SharePoint, ERP, BSC entre outros.
  • Para seu LMS, Social Learning é sinônimo de Fórum ou FAQ. O LMS não conversa com as redes sociais.
  • O LMS é frio e impessoal.  O colaborador se sente desamparado.

Seu LMS não apresenta nenhum dos sintomas acima?

Parabéns! Sua empresa é uma rara exceção e você deve interromper a leitura por aqui. Caso contrário, respire fundo, supere esse leve incômodo ou sensação de mal-estar que os sintomas acima possam ter lhe causado e siga em frente.

Se precisar de ajuda nesse processo, procure o nosso grupo no Facebook  – ULCA – Usuários de LMS Cansados Anônimos – e descubra que você não é o único acometido por esse mal.

Agora, se você quer ter mais informações sobre o que fazer, leia a continuação deste artigo em “Como anda o seu LMS? – Parte 2


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